23 de março de 2011

até nunca.

 Tento afastar-me. Deixei de te olhar nos olhos, deixei de te fazer promessas, deixei de te falar. Tento esquecer-te. Deixei de falar de ti e de dizer o teu nome, deixei de o desenhar no espelho da casa de banho, quando o vapor inunda todas as superfícies. Em vez disso, tenho o coração embaciado de dúvidas e o olhar desfocado pelo absurdo do teu silêncio continuado. O olhar de quem aprende a adaptar-se a uma luz desconhecida, a uma nova realidade. O olhar de quem já conseguiu fazer tudo aquilo que eu estou a tentar fazer.
 Já não nos olhámos como dantes. Desapareceu aquele brilho no olhar, tanto em mim como em ti. Na vida um do outro, passámos de personagens principais para figurantes e nada vai mudar daqui para a frente. Tudo o que deveria ser mudado, mudou; tudo o que poderiamos ter feito, já o fizemos; todos os erros cometidos foram gravados na pele e isso é algo que não pode ser nunca apagado.
 De Sempre passámos a Nunca, de Um passámos a Dois, de Almas Gémeas passámos a Desconhecidos, de Amor passámos a Desprezo, de Tudo passámos a Nada e de Futuro passámos a Passado.
 Caímos no desespero. Caímos no erro. Caímos na Infelicidade. Caímos na ignorância. Caímos no esquecimento. Destruímo-nos mutuamente.
Obrigada pela enorme amizade, pelos sorrisos diários, por todo o amor, por toda a felicidade, por todas as lindas palavras, por todos os mais fantásticos sentimentos, por todos os abraços sinceros, por todos os beijos, obrigada mesmo ... Obrigada por todas as desilusões, por todas as lágrimas, por todas as noites sem dormir, por todos os pedidos de desculpa, por todos os problemas, por todas as lições. Por Tudo, um enorme obrigada.
 Para sempre contigo, Para sempre Juntos,
31/10/2008 *

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