21 de abril de 2011

19h08

caí na realidade.
entendi que a minha equipa não vai marcar só porque eu fico a gritar no sofá durante o jogo. entendi que existem coisas que são imutáveis. entendi que nós próprios somos os culpados de tudo o que ocorre na nossa vida. entendi que existem apenas dois caminhos: o certo e o errado e eu posso seguir qualquer um deles porque ambos me levam ao mesmo lugar, mas cada um traz consequências diferentes. entendi que não existem falsos amigos, essas pessoas simplesmente não são amigos. entendi que pedir desculpas não é sinónimo de arrependimento. perdoar não é sinónimo de esquecer, assim como lutar não é sinónimo de vencer. uma lição de moral não constrói um ser humano. os nossos erros não nos rotulam e os nossos actos não nos descrevem. dignidade não é o mesmo que carácter e falsidade não é o mesmo que dupla personalidade. saudade não é o mesmo que necessidade e o completo é apenas uma consequência do que já foi vazio. o que vem, vai e o que foi, volta. facto que é facto não precisa de ser discutido e desobedecer as regras não torna algo mais divertido. fictício é igual a refúgio. o prazer e a dor, o sofrer e o amor, andam sempre juntos.
 só não entendo como é possivel eu amar-te desta forma,
 mas não preciso de o entender desde que continue a sentir tudo isto ...
para o resto da minha vida.



1 comentário:

Mendes disse...

Bem, eu aposto que se gritares mesmo muito eles marcam.
Eu acho que lá no fundo nada é mutável, as coisas são o que são. A realidade é assim, pode ser dura, pode não ser. Ou nos habituamos ou desistimos. Podes chamar-lhe o caminho "certo" ou "errado", tanto dá.
Porque no fundo (e espero que não seja muito no fundo) é possível resumir tudo o que aprendes na vida a duas simples palavras. Ela continua.
Se não conseguimos ver o lado brilhante da vida, olha, pole-se o lado baço.
Se pensamos que algo pequeno não pode fazer diferença, é porque nunca tentamos dormir com um mosquito no quarto.
As coisas pequenas importam, as coisas grandes importam, tudo importa. Mas as coisas têm a importância que lhes dermos. Perder uma caneta pode ser insignificante, pode ser o fim do mundo, nós é escolhemos, nós é que fazemos o caminho e lutamos por estar nele. Às vezes não devemos levar a vida a sério... Afinal, ninguém sai vivo dela, não é?