tanto pode ser bom como pode ser mau. o amor tanto magoa como nos faz feliz. tanto nos faz chorar como nos faz sorrir.
definir o amor é quase como limitá-lo. ao tentarmos definir o amor, estamos também a encarcerá-lo numa redoma de palavras incompletas. não há como definir o amor em meras palavras.
em todas as incertezas, temos sempre de ter a certeza do amor. logo, amor é certeza.
temos de confiar porque, ao duvidarmos, provamos que "aquilo" não era amor. logo, amor é confiança.
podemos fazer uma enorme mistura entre todos os melhores sentimentos do mundo, os mais grandiosos e os mais poderosos, e juntámos todos os piores sentimentos de que nos possamos lembrar. se desta mescla, conseguirmos tirar partido (maioritariamente) dos melhores sentimentos, então temos uma definição (meio abstracta) de o que é o amor. o amor é encontrar coisas boas, no meio de um inferno mental.
o amor não é indiferente a ninguém e ninguém é indiferente ao amor. até a pessoa mais insensível, lá ao fundo do seu túnel escuro de incerteza, onde está normalmente dividida entre o cepticismo e a esperança, pressente sempre que poderá haver algo mais que o aparente niilismo afectivo. até essa mesma pessoa, mesmo acreditando que "ninguém é de ninguém" ou "para sempre's não existem", vai sempre ter uma esperança, por mais pequena que ela seja, de que chegue outro alguém para provar que ela estava errada. logo, amor é esperança.
admito, estou apaixonada e não sei como definir o amor.

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