6 de junho de 2011

2008

para sempre ... pensei eu, pensámos nós. não fui só eu a errar. não fui só eu a dizer que seria para sempre.
no livro da (minha) vida, naquele nosso livro onde gravámos cada momento do nosso dia, tu apareces em todas as páginas e vais sempre aparecer de parágrafo em parágrafo.
sem ti não existe coerência no texto lá escrito. não fazem sentido as palavras lá gravadas. sem nós não faz sentido sequer a existência desse livro.
 sei que um dia voltarás e trarás contigo aquele sorriso fácil que me enche a alma de cor. não me importa ainda que digas que não haverá lugar para o regresso. o que importa é que sei que tudo isso não passa de uma mentira que inventaste a ti próprio para esconderes do coração tudo o que ele poderia sentir. sei disso porque vi-o nos teus olhos. sim, foste embora. para sempre? quem sabe o que é para sempre, afinal?
se um dia me olhares nos olhos, tudo isto fará sentido, prometo.

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